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30 | MAR | 2017

Gestão competitiva no setor moveleiro é pauta do Workshop da FIMMA Brasil 2017

A programação da FIMMA Brasil 2017 seguiu na tarde desta quarta-feira com o primeiro ciclo de palestras do Workshop de Móveis, que terá continuidade nos dias 30 e 31 de março.

Saiba mais sobre as palestras:

O Design como Ferramenta Estratégica na Indústria Moveleira

A diretora do Studio Marta Manente Design, Marta Manente, iniciou evento, que tem como objetivo encontrar caminhos e oportunidades para uma gestão mais competitiva, tanto em produtos, quanto em processos.

Tendo como tema “O Design como Ferramenta Estratégica na Indústria Moveleira”, a palestrante destacou a importância das empresas analisarem suas linhas atuais de produção.

De acordo Manente, muitas vezes, pequenas alterações nos projetos dos produtos, promovem melhorias que vão proporcionar diversas vantagens, como na logística, por exemplo, com o aperfeiçoamento do dimensionamento, das embalagens e das facilidades na montagem. “Automaticamente, isso aumenta a potencialidade da empresa”.

Segundo a executiva, mudanças na estética ou na qualidade também podem gerar maior valor agregado. “Posso simplesmente modificar e incrementar algo no meu projeto para que tenha mais sucesso, adequando para algum mercado que eu tenha interesse em atingir. Posso alterar pequenos detalhes, subir o padrão da linha ou, ainda, modificar o projeto e atender outros segmentos mais populares. Depende do objetivo comercial”, avalia.

A palestrante reforçou também que o processo de planejamento estratégico do ‘design estratégico’ dentro das empresas não pode ocorrer de maneira improvisada, e que deve ser técnico. “O processo de design meramente instintivo pode gerar diversas ineficiências”.

Outro aspecto relevante que, segundo ela, deve ser observado pelos moveleiros é com relação à mudança que vem ocorrendo gradativamente na diminuição de metragem quadrada das residências. “Ao longo do tempo, a gente vem percebendo que a redução dos espaços está acontecendo”.

O movimento, que iniciou com a classe C, hoje já pode ser visto em São Paulo, com a venda de apartamentos de 30m² na região dos Jardins, por exemplo, que é de alto padrão. “A partir daí, se consegue perceber e entender o que está acontecendo em capitais cosmopolitas como Nova York, onde é grande a venda de apartamentos em edifícios com espaços compartilhados”, salientou.

A palestrante citou também uma tendência muito forte nos Estados Unidos, que é a de imóveis sem a área de serviço, que se tornou um ambiente de uso comum dentro dos prédios. “Se está reduzindo espaços dentro das casas. É preciso estar aberto a essa informação, a esse novo momento”.

Com o objetivo de exemplificar esse cenário que, para ela, também representa chances de novas transações, Marta Manente apresentou um vídeo da empresa IKEA, que mostra diferentes configurações de famílias e grupos de pessoas vivendo em espaços compactos, com distintos projetos de mobiliário.

Finalizando sua participação no Workshop, a palestrante reforçou que o design estratégico nas empresas permite enxergar grandes e novas possibilidades. “A partir dele, é possível se voltar para si, enxergar os processos e a inovação”, salientou, e frisou: “Muitas empresas só pensam na crise, no momento atual, na situação que o Brasil está vivendo e não pensam em alternativas. O design está a nosso favor, e é essa ferramenta de oportunidades de novos negócios”.

A construção do made in italy e suas práticas

O design como um dos meios de interpretação da beleza esteve entre as ideias defendidas pelo diretor do IED Brasil - Istituto Europeo di Design, Victor Megido, em explanação orientada pelo tema “A construção do made in Italy e suas práticas”.

Se em muitos países o design surgiu atrelado à indústria, o nascimento e a ascensão do design italiano, nos anos 1960, estão vinculados aos movimentos culturais e à representação da essência local. “O design italiano chega para quebrar, para provocar. Chega para tornar o cotidiano suportável. Como chegamos até aqui? Movidos pelo bem-estar.”

Segundo o palestrante, a posição da Itália como referência em design está relacionada à questão cultural. “A maior parte das pessoas é conduzida pelo desejo de felicidade e pelo medo de perder essa felicidade. A beleza é o que nos move, o que nos faz sair de casa - por beleza, aqui, entendo felicidade.”

O mundo, na visão do diretor do IED Brasil, é produzido através do que o homem vivencia. “Não há uma única beleza e não há como copiar a beleza italiana. Precisamos olhar para o nosso propósito e trabalhar o valor de beleza que queremos mostrar”, analisou.

O ser humano, considerou Megido, alimenta-se de beleza através de suas experiências. Nesse contexto, os sentidos contribuem para provocar a sensação de bem-estar. “Tocar é a nossa maior tentação. Através do toque, do som, do cheiro, da provocação que é a vida, nós experimentamos. É assim que a Itália trabalha no desenvolvimento de seus móveis. Quando se produz uma cadeira, está produzindo uma experiência de sentar”, avaliou.

Para reforça a ideia, utilizou uma frase do filósofo inglês John Locke: “Todo conhecimento é obtido por uma experiência sensória”. Ainda completou: “A obsessão pelo detalhe é importante e o italiano tem muito disso. Se queremos exportar para o público europeu, precisamos saber que estão acostumados a isso”.

Além de experiências, o design também pode gerar transformações de formas de vida. “Sempre digo para meus alunos no IED: o propósito do design não deve ser como ganhar dinheiro, mas como usar o dinheiro que ganhei para mudar a vida dos meus clientes”, argumentou.

Para ele, o desafio de fazer do Brasil uma marca reconhecida no universo do design de móveis ainda pode ser conquistado. “O Brasil pode ganhar esse jogo. Em uma metáfora com o futebol, esse é um momento nebuloso, há troca de jogadores, mas precisamos decidir como vamos jogar esse jogo.”

A valorização da cultura brasileira é, nas perspectiva de Megido, uma forma de começar esse trabalho. “Temos um jeito único, que nenhum outro povo sabe fazer. Trabalhar na marca Brasil é fundamental. A perfeição necessita de tempo. O Brasil precisa de tempo para trabalhar, com lideranças sérias, e, talvez, daqui a 40 anos, estará em outro patamar”, concluiu.

Produção conectada

FIMMA


Gestão competitiva no setor moveleiro é pauta do Workshop da FIMMA Brasil 2017

A programação da FIMMA Brasil 2017 seguiu na tarde desta quarta-feira com o primeiro ciclo de palestras do Workshop de Móveis, que terá continuidade nos dias 30 e 31 de março.

Saiba mais sobre as palestras:

O Design como Ferramenta Estratégica na Indústria Moveleira


Marta Manente | Crédito: Desirée Ferreira

A diretora do Studio Marta Manente Design, Marta Manente, iniciou evento, que tem como objetivo encontrar caminhos e oportunidades para uma gestão mais competitiva, tanto em produtos, quanto em processos.

Tendo como tema “O Design como Ferramenta Estratégica na Indústria Moveleira”, a palestrante destacou a importância das empresas analisarem suas linhas atuais de produção.

De acordo Manente, muitas vezes, pequenas alterações nos projetos dos produtos, promovem melhorias que vão proporcionar diversas vantagens, como na logística, por exemplo, com o aperfeiçoamento do dimensionamento, das embalagens e das facilidades na montagem. “Automaticamente, isso aumenta a potencialidade da empresa”.

Segundo a executiva, mudanças na estética ou na qualidade também podem gerar maior valor agregado. “Posso simplesmente modificar e incrementar algo no meu projeto para que tenha mais sucesso, adequando para algum mercado que eu tenha interesse em atingir. Posso alterar pequenos detalhes, subir o padrão da linha ou, ainda, modificar o projeto e atender outros segmentos mais populares. Depende do objetivo comercial”, avalia.

A palestrante reforçou também que o processo de planejamento estratégico do ‘design estratégico’ dentro das empresas não pode ocorrer de maneira improvisada, e que deve ser técnico. “O processo de design meramente instintivo pode gerar diversas ineficiências”.

Outro aspecto relevante que, segundo ela, deve ser observado pelos moveleiros é com relação à mudança que vem ocorrendo gradativamente na diminuição de metragem quadrada das residências. “Ao longo do tempo, a gente vem percebendo que a redução dos espaços está acontecendo”.

O movimento, que iniciou com a classe C, hoje já pode ser visto em São Paulo, com a venda de apartamentos de 30m² na região dos Jardins, por exemplo, que é de alto padrão. “A partir daí, se consegue perceber e entender o que está acontecendo em capitais cosmopolitas como Nova York, onde é grande a venda de apartamentos em edifícios com espaços compartilhados”, salientou.

A palestrante citou também uma tendência muito forte nos Estados Unidos, que é a de imóveis sem a área de serviço, que se tornou um ambiente de uso comum dentro dos prédios. “Se está reduzindo espaços dentro das casas. É preciso estar aberto a essa informação, a esse novo momento”.

Com o objetivo de exemplificar esse cenário que, para ela, também representa chances de novas transações, Marta Manente apresentou um vídeo da empresa IKEA, que mostra diferentes configurações de famílias e grupos de pessoas vivendo em espaços compactos, com distintos projetos de mobiliário.

Finalizando sua participação no Workshop, a palestrante reforçou que o design estratégico nas empresas permite enxergar grandes e novas possibilidades. “A partir dele, é possível se voltar para si, enxergar os processos e a inovação”, salientou, e frisou: “Muitas empresas só pensam na crise, no momento atual, na situação que o Brasil está vivendo e não pensam em alternativas. O design está a nosso favor, e é essa ferramenta de oportunidades de novos negócios”.

A construção do made in italy e suas práticas


Victor Megido | Crédito: Desirée Ferreira

O design como um dos meios de interpretação da beleza esteve entre as ideias defendidas pelo diretor do IED Brasil - Istituto Europeo di Design, Victor Megido, em explanação orientada pelo tema “A construção do made in Italy e suas práticas”.

Se em muitos países o design surgiu atrelado à indústria, o nascimento e a ascensão do design italiano, nos anos 1960, estão vinculados aos movimentos culturais e à representação da essência local. “O design italiano chega para quebrar, para provocar. Chega para tornar o cotidiano suportável. Como chegamos até aqui? Movidos pelo bem-estar.”

Segundo o palestrante, a posição da Itália como referência em design está relacionada à questão cultural. “A maior parte das pessoas é conduzida pelo desejo de felicidade e pelo medo de perder essa felicidade. A beleza é o que nos move, o que nos faz sair de casa - por beleza, aqui, entendo felicidade.”

O mundo, na visão do diretor do IED Brasil, é produzido através do que o homem vivencia. “Não há uma única beleza e não há como copiar a beleza italiana. Precisamos olhar para o nosso propósito e trabalhar o valor de beleza que queremos mostrar”, analisou.

O ser humano, considerou Megido, alimenta-se de beleza através de suas experiências. Nesse contexto, os sentidos contribuem para provocar a sensação de bem-estar. “Tocar é a nossa maior tentação. Através do toque, do som, do cheiro, da provocação que é a vida, nós experimentamos. É assim que a Itália trabalha no desenvolvimento de seus móveis. Quando se produz uma cadeira, está produzindo uma experiência de sentar”, avaliou.

Para reforça a ideia, utilizou uma frase do filósofo inglês John Locke: “Todo conhecimento é obtido por uma experiência sensória”. Ainda completou: “A obsessão pelo detalhe é importante e o italiano tem muito disso. Se queremos exportar para o público europeu, precisamos saber que estão acostumados a isso”.

Além de experiências, o design também pode gerar transformações de formas de vida. “Sempre digo para meus alunos no IED: o propósito do design não deve ser como ganhar dinheiro, mas como usar o dinheiro que ganhei para mudar a vida dos meus clientes”, argumentou.

Para ele, o desafio de fazer do Brasil uma marca reconhecida no universo do design de móveis ainda pode ser conquistado. “O Brasil pode ganhar esse jogo. Em uma metáfora com o futebol, esse é um momento nebuloso, há troca de jogadores, mas precisamos decidir como vamos jogar esse jogo.”

A valorização da cultura brasileira é, nas perspectiva de Megido, uma forma de começar esse trabalho. “Temos um jeito único, que nenhum outro povo sabe fazer. Trabalhar na marca Brasil é fundamental. A perfeição necessita de tempo. O Brasil precisa de tempo para trabalhar, com lideranças sérias, e, talvez, daqui a 40 anos, estará em outro patamar”, concluiu.

Produção conectada


Marco Silva | Crédito: Desirée Ferreira

O encerramento da edição desta quarta-feira do Workshop de Móveis na FIMMA Brasil 2017 coube ao gerente comercial da Homag eSolutions, Marco Silva. Gestor na empresa atuante no Brasil e demais países da América Latina, ele lembrou que a indústria possui características variantes conforme o mercado em que estão, mas também apresentam aspectos em comum, como a crescente necessidade de o consumidor customizar o seu produto, a busca por uma produção flexível, pressão pelo preço, pelo prazo de entrega e por eficiência. “O cliente final cada vez mais quer pagar menos, mas que um produto individualizado e de qualidade”, observou.

Com a adequação da economia ao conceito de Indústria 4.0, os processos tornam-se automatizados e interligados por meio de sistemas informáticos e de inteligência artificial. A conexão na linha de produção, no entanto, não deve representar um entrave na confecção de produtos personalizados. Silva fez uma demonstração de funcionamento do software woodCAD|CAM, desenvolvido pela Homag, que permite trabalhar desde o desenho livre, corte e montagem, até os cálculos de custo de um móvel personalizado.

Do palco, em aproximadamente dois minutos, construiu digitalmente um móvel sob medida. Não há intervenção humana para calcular as medidas, que são enviadas diretamente para os equipamentos de produção, eliminando a necessidade de configuração de equipamentos até o momento da logística. “No comparativo com o processo tradicional, é possível obter uma redução de mais de 70% entre a entrada e saída do pedido”, garantiu.

O objetivo do software, destacou ele, é tornar as empresas mais conscientes, eficientes e flexíveis. “Queremos que as peças especiais tenham o mesmo tempo de produção de uma peça convencional. É para isso que criamos o woodCAD|CAM”, acrescentou.

Antes de encerrar sua participação, Silva apresentou brevemente para quem busca uma solução mais completa. Trata-se do software woodFACTORY, com possibilita gestão de informação e data enrichment, criação de lotes de produção, relatórios de produção e informação setorial, distribuição de dados, recolhimento de feedback da produção, re-produção e capacidades.

Para baixar as imagens em alta resolução, clique aqui.

Saiba mais sobre a FIMMA Brasil 2017, acesse:
http://www.fimma.com.br
https://www.dropbox.com/s/vm6mh6y1wnuhntu/FIMMA%20Brasil%202017.mp4?dl=0

Jornalistas Responsáveis:
Beti Sefrin – (51) 9981.6677 – beti@insider2.com.br
Luciane Rocha Martins – (51) 99658.7409 – luciane@insider2.combr
Karen Vidaleti – (51)98339.0033
Insider2 Brasil – www.insider2.com.br / Telefone: (51) 3346.4099
Março/2017

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